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Inflamação do apêndice intestinal

Sintomas da apendicite

O primeiro sintoma da apendicite é a dor, geralmente cólicas na região umbilical. A pessoa sente-se nauseada e pode vomitar; às vezes pode ser acometida de disúria, se o apêndice estiver localizado sobre o ureter, o que muitas vezes conduz a enganos. Os pacientes geralmente apresentam febre não muito alta, língua saburrosa e mau hálito; a dor então usualmente se localiza a meio caminho entre o umbigo e a crista ilíaca, do lado direito — ponto de McBurney —, o que indica que o apêndice encontra-se inflamado de forma aguda e pode perfurar. Haverá tensão dos músculos abdominais e dor quando levemente pressionados e logo descomprimidos: sensibilidade de rebote.

A apendicite aguda é principalmente uma doença de adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária e afeia o sexo masculino com uma frequência levemente maior do que o feminino.

Classicamente, a apendicite aguda produz as seguintes manifestações, na sequência fornecida: (1) dor, a princípio periumbilical, mas depois localizada no quadrante inferior direito; (2) náuseas e/ou vómitos; (3) dor à palpação do abdome, sobretudo na região do apêndice; (4) febre leve; e (5) elevação da contagem de leucócitos periféricos para até 15.000 a 20.000 células/mm3. Essa apresentação clássica está ausente na maioria dos casos. Embora geralmente haja dor, náuseas e vómitos, a dor à palpação pode estar enganosamente ausente ou ser máxima em localizações atípicas. Em alguns casos, um apêndice retrocecal gera dor no flanco direito ou pelve, enquanto um cólon que sofreu malrotação pode originar apendicite no quadrante superior esquerdo. A leucocitose periférica pode ser mínima ou tão alta que sugere diagnósticos alternativos. As apresentações não-clássicas são encontradas com maior frequência em crianças pequenas e nos muito idosos, populações com uma série de outras emergências abdominais plausíveis.

No entanto, os sintomas se manifestam de modo variável e estão enganosamente ausentes em indivíduos muito jovens e idosos. Os apêndices removidos cirurgicamente podem mostrar-se histologicamente normais; uma frequência de diagnóstico clinico falso-positivo de 20 a 25% é considerada como compensando a mortalidade de 2% da perfuração do apêndice.